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Showing posts from May, 2021

Capítulo 19 - Jantar

  Capítulo 19 – Jantar Pablo, interrompeu o beijo e olhou Deborah nos olhos. - E, que tal irmos tratar desse jantar? – questionou com dificuldade para se afastar. - Sim… Claro… - Deborah, respondeu sôfrega, confusa e envergonhada. Nunca se tinha sentido desta forma. - Anda. – Agarrou-a pela mão, e deu-lhe um beijo rápido nos lábios. – Tens de mostrar-me onde estão os utensílios. - Não há muito para mostrar. Está tudo à vista. - Estou a ver que sim… Então, que tal tratares de ires colocando a mesa enquanto eu cuido da comida? - Parece-me bem. E, o que vai ser o cardápio. - Pediste-me para te surpreender, então tem calma e deixa-te ser surpreendida. – Pablo, reparou no terraço. – Está calor, podemos comer lá fora. Assim esperas por mim enquanto cozinho, para não vires espreitar. - Não queres mostrar-me os teus segredos? - Se eu te contar os meus segredos na cozinha, não me voltas a convidar… - Acho que não corres esse risco… - Foi até ele, esticou-se e deu-lhe u...

Capítulo 18 - E Agora?

  Capítulo 18 – E Agora? Pablo, estava diferente, mais frio. Deborah, sentiu a mudança no seu comportamento desde a última vez que tinham falado, em que ela foi desnecessariamente desagradável. Deborah, compreendia o motivo, mas ele não sabia o que se passa com ela. Ele não fazia ideia de quão difícil era ser ela… Passou de estar sempre na defensiva de forma passiva, para o ataque. Sim, sabia que tinha de mudar, e estava na jornada, mas o caminho era longo. De duas em duas semanas reuniam-se para analisar as contas. Ele chegava ao final do dia e, respondia pacientemente às suas dúvidas, explicava-lhe os relatórios e ajudava-a a estabelecer objetivos com base nos resultados. Cordialmente, sem um sorriso extra, sem um convite para a levar para casa… Estranhamente, Deborah começou a sentir falta disso. Sentia falta do seu cuidado e do seu sorriso aberto. - Pablo. – Olhou para ele nos olhos enquanto analisavam as contas. - Diz… - Respondeu meio distraído com o que estava a fa...

Capítulo 17 - Nova Crença

  Capítulo 17 – Nova Crença - Deborah, o que vais continuar a perder se continuares a acreditar nisso... – perguntou a coach. - A oportunidade de viver. A vida. Vou perder a minha vida. – respondeu aos soluços. - E, como é que isso te faz sentir? - Faz-me sentir impotente. Inexistente. Vazia… Perdida. Sem uso… - E, é isso que tu queres, que tu realmente queres? - Não! Eu preciso viver. Por amor de Deus, eu preciso viver! – desabafou libertando um sufoco. - Ok. Compreendo. Então, se tivéssemos a lâmpada do Aladino e podessemos pedir apenas um desejo, apenas um. E ele, concedesse a capacidade de acreditares verdadeiramente em algo o que seria? O que precisas de acreditar? - Que eu sou merecedora de amor. Que eu sou suficiente tal como sou. Preciso de acreditar nisso. - Então, diz-me tu, o que ganharias no futuro com esta nova crença? Acreditares que és merecedora de amor, que és suficiente tal como és. Diz-me… - Vida! Ganharia vida. – respondeu com esperança nos o...

Capítulo 16 - O Universo

  Capítulo 16 – O Universo A vida, por vezes, prega-nos partidas… Armando, saiu do hospital ciente de que algo teria de mudar. Embora mostrasse um papel de durão, estava aterrorizado. Por sorte não morreu, mas sentia que apesar dos médicos dizerem que estava recuperado e que poderia regressar à sua vida normal, sentia que alguma coisa nele não seria a mesma. Tinha a certeza de que para voltar a ser quem era tinha de encontrar a Deborah, e ajustar contas com ela. O regresso à base foi estranho. Os portões imponentes, estavam enferrujados e empenados e o seu lindo jardim parecia uma floresta abandonada, daquelas que se vêm em filmes de terror. De repente, toda aquela grandiosidade tornou-se assustadora em vez de um símbolo de poder. Abriu a porta de casa, com dificuldade, e sentiu um frio a percorrer-lhe a barriga. O salão parecia maior do que se lembrava e estava sujo, e cheio de pó. As marcas de sangue continuavam no chão, secas e a lembrar um momento que nunca pensou que iri...

Capítulo 15 - Complexidade

  Capítulo 15 – Complexidade - Boa noite. – Pablo sorriu para Deborah, apoiado à entrada do gabinete dela. Uma imagem que começava a ser bastante familiar. - Boas… - Sorriu genuinamente feliz. – Por aqui? - Já percebi que se não vier arrancar-te daqui tu não sais. Estás quase a criar raízes! – Brincou. - E, isso é mau? Criar raízes? - Tudo o que não existe em equilíbrio não pode ser bom para ti. O equilíbrio é a base, Deborah. E, acredita se descansares mais, serás mais produtiva. - O meu mestre também costuma dizer isso. Mas, para mim estar aqui é descansar. Prefiro isto a dormir. - Mas, descansar não é dormir. Existe uma tendência para associar descanso a dormir. - Então o que é descansar? - Ah… Descansar é uma arte! Descansar é fazer algo diferente do normal. Por exemplo, para quem não tem o hábito da leitura, descansar poderá ser ler. - Uhm… Estou a entender. E para ti, Pablo. O que é descansar? - Para mim? Descansar é viver! É ter novas experiências, apre...